terça-feira, julho 06, 2004

Campanha Eleitoral

Eu bem que gostaria de me interessar por política, na verdade me interesso, só que tantas decepções me fazem pedir altos (lembram do piques na infância)quando é este o assunto.
Acho que vou fingir que não tem nada acontecendo.
Pelo menos, por enquanto, quem sabe quando estiver mais próximo eu tente agir como brasileira conscientizada e engajada...

Pois a barulheira dos comícios (ou shows de pagode) já começou, também começam a distribuição de tudo quanto é tipo de propaganda, papéis, pota-documentos, camisas, bolsas, bonés, bandeira... Ah os postes, nossa, só de imaginar...sem contar que as bocas-de-lobo (aquelas grelhas nas sargetas) muito provavelmente estarão ainda mais entupidas, causando danos a rede de drenagem.

O que mais me deixa fula da vida é que nunca (nunca diga nunca), digo, dificilmente, um bom plano de governo vai ganhar de um mega investimento publicitário.
Vi no portal Terra:

"
Terça, 6 de julho de 2004, 10h34
Shopping provoca ira de mães que amamentam nos EUA

Gritando "Temos leite", cinqüenta mães iniciaram um protesto em um shopping de Houston, nos Estados Unidos, depois que uma segurança do local pediu a uma mulher que se cobrisse ou mudasse de local enquanto ela amamentava seu filho de quatro meses.
As mulheres pacificamente levaram seus filhos junto ao peito durante a manifestação no shopping e continuaram o protesto em uma rua movimentada do lado de fora. A responsável pela ação foi Julie Doyle-Madrid, que diz que há alguns dias uma segurança feminina pediu que ela se cobrisse enquanto alimentava seu filho. A funcionária lhe disse que o shopping preferia que esse tipo de coisa fosse feita em locais mais privados, como a sala de descanso.

Julie deixou o local, mas furiosa contou o caso a uma amiga e o fato se espalhou através de e-mails, playgrounds e encontros de pais, o que levou cerca de 50 mães para o protesto no shopping.

A porta-voz do shopping Galleria, Connie Hascher, informou que a guarda feminina avisou a mãe porque ela notou que vários homens observavam a cena. Ela garantiu que o shopping não tem nenhuma política contra amamentação em público e que não costuma pedir a mulheres para mudarem de local ou se cobrirem.

"Se as pessoas não querem ver mulheres alimentando suas crianças, não olhem", afirmou Julie ao jornal local Chronicle. "Amamentar no peito é a alimentação das crianças. Eu fico muito confortável com isso", disse. "


Não vou negar que no começo fiquei um pouco incomodada de amamentar na frente dos outros. Mas foi logo no início que saquei que não tinha nada a ver ficar cheia de pudores (lá vem esse assunto de novo), quando se trata do alimento da minha cria.

E quando amamentamos é como se o peito nem fosse nosso, pelo menos eu penso assim, é como se fosse do nosso bebê.

É tão bom passar por isso, além de ser o alimento mais indicado para o bebê, e de ser divino (acho que essa é a palavra). É um dos momentos em que me sinto mais animal, afinal somos mamíferos.
E como eu gosto de me sentir animal, sentir que ainda existe natureza agindo em mim, em meio a tudo isso que o homem modificou.
Pedintes

Estou percebendo que o número de pedintes no centro de nossa cidade está aumentando.
Os tipos mais frequêntes são: as crianças, os homens que aparentam ter entre 30 e 4o e poucos anos, e as mulheres mais velhas, senhoras.
Outro dia também vi um joven, aparentemente saudável, forte, pedindo dinheiro na frente de uma dessas pastelarias, eu não fui a única a estranhar, um rapaz a minha frente, embora não tenha falado nada, deu pra perceber que também se perguntou porque ajudadria.
E cada dia surge também mais pessoas que não são pedintes,mas pra mim são quase, estão ali fazendo seu trabalho, mas numa condição em que o trabalho não foi requisitado por ninguém e não existe um preço a pagar por ele, "ajuda quem pode", são os casos das estátuas que ficam entretendo o povo lá no centro.
Hoje vi uma "estátua" coberta de barro, não sei se é a mesma que se cobria de prata ou dourado, nos tempos em que podia se dar ao luxo.
Ah, até as ciganas, estão abrindo novos mercados nestes tempos difíceis, estão tentando vender mariolas.

Quando vejo essas pessoas, não as ciganas nem as estátuas ou outros trabalhadores de ruas, mas os mendigos, me pergunto se devo ajudar. E na minha cabeça vem toda aquela história de se ajudarmos estamos tirando a responsabilidade do governo e também aquela outra história de não dar o peixe, e sim ensinar a pescar, e aquela outra de que assim estamos incentivando a mendicância....
Mas como já disse uma campanha: quem tem fome tem pressa, então esperar o governo num dá.
Eu também tenho pressa, então num dá pra ensinar a pescar, além do mais hoje em dia tá difícil arrumar peixe até pra quem estudou bastante.
Acho que devo ajudar os que realmente precisam, quando eu posso.
Mas não dou dinheiro, quem realmente precisa, geralmente não precisa de dinheiro.

Aproveitando, uma ótima forma de ajudar é tirar do armário aquelas roupas que você não usa mais, os moletons e cobertores então devem está fazendo falta pra muita gente.
Sei que algumas igrejas aceitam doações.
Fica aí a dica, se alguém também souber de outros posto de doações escreva no comments.


segunda-feira, julho 05, 2004

Pudor
do Lat. pudore
s. m.,
sentimento de vergonha ou timidez, resultante do que pode ferir a decência, a honestidade ou a modéstia;
castidade;
vergonha;
pejo;
seriedade;
pundonor.

Procurei no dicionário o que significa pudor, e fiquei mais confusa ainda quanto à isso.
Pensava que ter pudor era se conter diante de determinadas situções, era limitar as ações, e não fazer o que realmente desejaria. Então achava que ter pudor era omitir sua maneira de ser e seus desejos.
Mas agora, segundo o dicionário, vejo que ter pudor é, entre outras coisas, não ferir a honestidade.
Como pode alguém, por pudor, deixar de agir como seu cérebro (ou seus instinto, ou sua alma, ou seu pensamento, qualquer das opções) realmente desejaria, e continuar sendo honesto. Acho uma tremenda hipocrisia.

hipocrisia
do Gr. hypocrisia, forma poética de hypócrísis, desempenho de um papel no teatro, dissimulação
s. f.,
impostura, fingimento;
manifestação de virtudes ou sentimentos que realmente se não tem.

sexta-feira, julho 02, 2004

A frase absurda que ouvi ontem:

Um secretário de alguma prefeitura da vida, pra um colega:
"Você que é engenheiro vai concordar comigo:computador é uma coisa sem lógica mesmo, neh?!" Não vi se ele concordou, me mantive de costas pra esconder o risinho que estava em meu rosto, enquanto lembrava de algoritimos.
Lembrei algo!

Eu tenho uns pensamentos que acho que só Meleu conhece, mas agora vou abrir pra todo mundo, as vezes descubro que mais gente pensa assim...

É o seguinte:

Bola, quadrado, unda-feira, quarta-feira, sexta-feira, domingo, azul, verde, cinza, preto...mulher, abril, junho, 2,4,8,10,12,14,16,18,20,22,24,26...entre outras coisas, são pares, doces, redondos, frio

Triângulo, terça-feira, quinta-feira, sábado, amarelo, vermelho, laranja, marrom, homem, janeiro , fevereiro, março, maio, julho, 1,3,5, 7, 9, 11, 13 ...são ímpares, salgados e não-redondos


0, 6, branco, agosto, setembro, outubro, novembro e dezembro...eu ainda não saquei qual é a deles

Eu particularmente gosto mais dos não-redondos.
As palavras tb divido nestes grupos, acho que quase tudo na minha vida fica meio dividido em dois grupos e algumas coisas não consigo identificar a q grupo pertence.
Mas uma coisa é certa, doce, redondo, par e frio fazem parte do mesmo grupo.
E o outro grupo: salgados, não-redondos, ímpares e quentes.

É isso.

quinta-feira, julho 01, 2004

Imitando a idéia de toflito em seu blog http://ofantasticomundodebob.blig.ig.com.br, escreverei aqui o:

coisas que eu gostaria de ter dito mas uma música disse por mim


Hoje especial BNegão e os Seletores de Freqüência

"pois se querem mesmo a paz, porque as armas continuam a ser fabricadas em massa em nossa era?" - em Prioridades.

"agressão ao próprio irmão é como dar um tiro no próprio pé (ou no próprio umbigo). eu digo / pois por increça que parível, não há separação, não há inimigo / e sim, ignorância aguda, falta de aprendizado e só / pois somos literalmente parte do mesmo organismo" - em V.V. (Vai e Volta)


depois coloco mais.

terça-feira, junho 29, 2004

O Sentido da Vida



Estava eu lendo o blog de uma amiga virtual [http://dezemdez.blogger.com.br] e no meio de um post tinha uma frase assim: "Nessas horas ficamos sem resposta, ficamos sem entender o sentido da vida."

Lendo isso eu comecei a pensar um pouco sobre o sentido da vida. Cheguei a conclusão de que não apenas em algumas horas, mas em todas as outras, eu não entendo o sentido da vida.

Não sei porque vivemos. Pode-se dizer talvez: "você vive pois seu filho depende de você, blablabla". Tá, mas qual é o sentido do meu filho viver? CALMA GENTE!! EU NÃO ESTOU DEPRIMIDO!! MUITO MENOS QUERENDO MATAR MEU FILHO! Apenas estou deixando clara a minha opinião de que a vida não tem sentido.

Aí alguém pergunta: então porque você não se mata?

Eu respondo: pois eu acho viver divertido. Não sei pra que eu estou vivendo, não sei o objetivo final disso, mas enquanto não chego no final eu vou me divertindo no caminho (e dando condições para o meu filho se divertir também).

É isso aí pessoal, então quando eu disser "vamos nos divertir" entendam "vamos viver!" ;-)

sexta-feira, junho 18, 2004

O Desespero da Micro$oft



Peço que todos leiam com atenção esse texto retirado de http://www.petitiononline.com/amadeu/, entrem na página e assinem a petição se concordarem com o que está escrito.

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Prática de Intimidação

Todos nós já sabíamos que a MS não admite perder e é avessa à livre concorrência, mas a gigante pisou na bola e passou dos limites aceitáveis nessa semana. Numa clara prática de intimidação desencadeada pela gigante contra o governo do Brasil, a empresa monopolista iniciou um processo criminal contra a mais alta autoridade do governo brasileiro, responsável pela implantação de software livre, Sérgio Amadeu, Presidente do ITI. A autoridade brasileira recebeu uma notificação judicial de um processo criminal movido pela empresa contra supostas declarações deste, na revista semanal "Carta Capital", dizendo que a doação de software para governos é uma prática tipo a dos traficantes. Essa decalração, atribuída a Sérgio Amadeu na revista, não é original. O Presidente da SUN e vários ativistas do movimento software livre usam esta analogia: "a primeira dose de software proprietário distribuído gratuitamente é como uma droga, depois que cria dependência nos usuários a empresa começa a cobrar".

Mas por quê o processo foi movido só contra a autoridade brasileira?

Além disso, a empresa quer que Sérgio Amadeu explique porque, segundo a revista, ele atribui a estratégia de negócios da MS à prática de FUD (medo, incerteza e dúvidas) em relação ao mercado de software livre. Isso também não é nenhuma novidade. Uma semana antes uma declaração intitulada "Declaração de Barcelona para o avanço do Software Livre", assinada por vários experts internacionais www.softwarelivre.org/news/2297, dentre eles Manuel Castells e Vinton Cerf, um dos criadores da Internet, já apontava: "O software livre tem que trabalhar firmemente para combater as técnicas FUD (fear, uncertainty and doubt - medo, incerteza e dúvida) que são utilizadas contra ele".

Mas porque o processo foi movido só contra a autoridade brasileira?

A resposta é simples. É uma clara tentativa de intimidar as ações do governo brasileiro. Essa iniciativa da MS merece o repúdio da comunidade internacional. Devemos, mais do que nunca, nos solidarizar e apoiar as iniciativas de nosso país rumo a independência tecnológica.

texto de Marcelo Branco.

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Aproveitem e olhem também esta página que fala sobre o mesmo tema: http://www.petitiononline.com/brlivre/. Também assinem se concordarem.

Um abraço,
meleu.

segunda-feira, junho 14, 2004

Como disseram em um comment passado aí: é só o bebê nascer que a gente para de escrever no blog. É, realmente a gente ficou muito mais atarefado do que antes. Nalaura tem uma jornada tripla (UENF, estágio e cuidar do zé), eu estou morando em Rio das Ostras, fazendo curso em Macaé, e com raros acessos a internet. Realmente isso complica um pouco, mas vamos ver o que podemos fazer.

Tem um bom tempo desde que o último post foi escrito, então deixa eu dar uma atualizada nos babados sobre o nosso pequeno Zé (a.k.a. Davi): ele já nasceu e hoje tem nove meses; já passou por duas internações, uma por causa de pneumonia (o plano estava no período de carência e estou devendo R$900 até hoje), e outra por causa de uma infecção intestinal (esse o plano de saúde da PETROBRAS já cobriu); ele fala "papapapa", "babababa", "mamamama", "tetetete", bate palmas, dá tchauzinho, solta beijo, senta, fica de pé, finje de morto e dá a patinha.

Mas como ninguém tem nada a ver com isso e não está nem aí, que se dane! Eu é que sou um pai coruja mesmo.


Espero ter mais tempo para escrever mais coisas aqui no blog.

Um abraço e té mais!